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Kriya e Je Te Haime trazem leveza para o Festival 06/11/2015

O público que foi ao Marco Camarotti na noite de ontem teve a oportunidade de assistir a dois espetáculos diferentes. O primeiro foi Kriya, um solo dança-performance realizado pela pernambucana Fernanda Lisboa, e em sequência entrou em cena a companhia espanhola Hurycan, com a apresentação de Je Te Haime.

Kriya mostrou, durante cerca de 20 minutos, a renovação de um corpo, antes inerte e pesado devido ao “bombardeio” de imposições e agitação diária, em uma matéria livre que se relaciona com o meio a sua própria maneira. A artista interagiu bastante com recursos audiovisuais e isso trouxe uma beleza e amplitude cênica para a peça.

O espetáculo Je Te Haime contou a história de paixão, briga e amor entre um homem e uma mulher e arrancou risadas do público durante todo seus 35 minutos de apresentação. Os dois bailarinos em cena (Arthur Bernard e Candelaria Antelo) trabalharam bastante o equilíbrio, a sincronização e a força do corpo em momentos recheados de elementos cômicos, mas sem deixar de ressaltar algumas passagens sensíveis. Arthur disse que eles gostam de trabalhar a dança de forma mais livre, sem se limitar a um estilo específico.

Uma das pessoas que gostaram bastante das duas apresentações de ontem foi a espectadora Simone. Ela disse ter adorado a peça Kriya e a forma como a artista interagiu com os efeitos visuais e sobre a companhia espanhola ressaltou que foi muito bonito o estilo lúdico como a relação do casal foi trabalhada.

Assim, apesar de curtas, ambas as peças conseguiram abordar assuntos do cotidiano, como a pressão com a vida agitada numa cidade grande ou os atritos em um relacionamento amoroso, de maneira prazerosa e leve, dando ao público a oportunidade de recarregar as energias.

Quem perdeu a chance de assistir a apresentação da Cia. Hurycan ainda terá oportunidade de ver os artistas em cena, dessa vez com a peça Te Odiero que será apresentada em Olinda no próximo fim de semana; dia 07 no Alto da Sé e dia 08 na Praça do Carmo, sempre às 17h.


Bárbara Valdez

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