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Tordre impressiona na abertura do Cena Cumplicidades 30/10/2015

O espetáculo Tordre, de dança contemporânea, foi o escolhido para abrir o festival Cena Cumplicidades aqui no Recife nesta última quinta-feira. Às 20h, o Teatro Marco Camarotti, localizado no Sesc de Santo Amaro, estava com seus 100 lugares quase que totalmente preenchidos e o público aguardava ansioso pelo início da peça realizada pelo coreógrafo francês, Rachid Ouramdane.

Com apenas duas bailarinas no palco e cenário praticamente inexistente, o espetáculo transmitiu uma carga emocional extremamente forte. A performance foi construída com uma coreografia intensa, seja por meio de movimentos rápidos ou de passos mais lentos, mas em ambos os casos buscava-se trazer para o público o mundo pessoal de cada uma das artistas, como mesmo relatou o coreógrafo Rachid, em entrevista.

Tordre significa “torção” em francês e o termo é mais do que adequado para uma peça marcada pela incrível expressão corporal das bailarinas (fato ressaltado por Arnaldo Siqueira, curador do festival, como “performances impressionantes”), capazes de movimentos em que seus corpos pareciam fluidos e com a habilidade de retorcer-se ao ritmo da música.

Equilíbrio foi outra peça chave na apresentação, já que uma das artistas passou grande parte do espetáculo fazendo movimentos rotatórios ininterruptos. Sobre isso, a plateia ficou um pouco dividida. Algumas pessoas acharam monótono, mas outras, como Manuela Siqueira, viram essa coreografia como “o ponto alto do espetáculo” ou como uma forma da artista se desconectar da realidade e entrar “num mundo mágico”, como relatou Júnior, também espectador na noite de quinta-feira.

Independente de algumas opiniões divergentes, o certo para todos é que o espetáculo de abertura do Cena Cumplicidades “foi impressionante”, como expressou o Adido da França em Recife, Guillaume Ernst. Tordre é um espetáculo que exige imersão do público e mesmo depois de finalizado demora um tempo para conseguir assimilar toda introspecção, tensão e força que ele busca transmitir.


Bárbara Valdez

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